OncoFit certifica o exercício físico como terapêutica de suporte do doente oncológico

OncoFit certifica o exercício físico como terapêutica de suporte do doente oncológico

O OncoFit – Exercise and Cancer Symposium foi o primeiro simpósio português dedicado ao binómio exercício-cancro, reunindo perto de 250 profissionais das áreas da saúde e do desporto. O evento, que decorreu nos dias 13 e 14 de setembro no Centro de Reabilitação do Norte, contou com a participação dos investigadores Alberto AlvesBruno TravassosCarolina Vila-ChãCatarina AbrantesDiogo MonteiroDulce EstevesElisa MarquesJoão VianaMário MarquesPaula Mota e Pedro Antunes.

«Os temas da reabilitação do doente oncológico, da prescrição de exercício físico, da utilização de exercício clínico nas várias fases de doença e da motivação e suporte do sobrevivente fisicamente ativo contaram com várias apresentações temáticas, que desencadearam produtivas discussões entre os preletores, moderadores e audiência», sublinha o investigador Alberto Alves, que co-presidiu à comissão organizadora.

Organizado pela Associação de Investigação e Cuidados de Suporte em Oncologia (AICSO), pelo Instituto Universitário da Maia (ISMAI), pelo Centro de Investigação em Desporto, Saúde e Desenvolvimento Humano (CIDESD) e pelo Serviço de Oncologia do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia / Espinho (CHVNG/E), o OncoFit centrou-se na discussão multidisciplinar da aplicabilidade clínica do exercício físico a doentes oncológicos, bem como nos aspectos investigacionais desta abordagem ao doente com cancro. Durante os dois dias do evento, 244 profissionais de vários hospitais, universidades, centros de investigação, clínicas de reabilitação e centros de fitness marcaram presença.

 

Certificado pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), o simpósio reuniu profissionais de renome nacional e internacional em oito sessões temáticas e duas sessões de comunicações orais. Já as duas sessões plenárias foram conduzidas por Morten Quist e Anna Campbell, que apresentaram as experiências de exercício físico na Dinamarca e Reino Unido, respectivamente.

O OncoFit recebeu, ainda, 38 resumos científicos, dos quais 31 foram aceites pela comissão científica, tendo sido seis apresentados como comunicação oral e os restantes em formato de poster. Os trabalhos “Scapulo-humeral rhythm facilitation on the reach movement kinematics in women post breast câncer surgery” e “Cancro da mama: quando a atividade física fica aquém das recomendações” foram distinguidos com os prémios de melhores trabalhos.

«O balanço do evento é extremamente positivo porque reuniu e despertou a discussão entre os vários agentes profissionais que atuam na área da doença oncológica sobre a importância e a criação das condições necessárias para promoção de estilos de vida saudáveis, em particular a prática de exercício físico, na pessoa que vive com e para além do cancro», concluiu Alberto Alves.